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Portugal Verde, mas com Carros Demasiado Velhos

Sabia que Portugal tem uma das redes elétricas mais limpas do mundo, mas continua a enfrentar dificuldades na transição da mobilidade? Um estudo recente da Agência Internacional de Energia (IEA) revela um contraste curioso: enquanto uma parte significativa da eletricidade nacional já provém de fontes renováveis, o setor dos transportes continua a ser o principal responsável pelas emissões no setor energético.

Atualmente, cerca de 30,3% da eletricidade em Portugal tem origem eólica, enquanto 18% provém da energia hídrica. Ainda assim, o setor dos transportes continua a representar 54% das emissões de gases com efeito de estufa do setor energético, mantendo-se como um dos maiores desafios da descarbonização no país.

O paradoxo dos usados: 1,6 milhões de carros “sénior”

A principal explicação está no envelhecimento do parque automóvel português. Hoje, circulam em Portugal cerca de 1,6 milhões de veículos com mais de 20 anos, uma realidade diretamente ligada ao poder de compra das famílias.

Além disso, cerca de 80% das vendas automóveis correspondem a veículos usados, o que abranda a renovação da frota nacional. Embora os automóveis elétricos tenham vindo a ganhar espaço, representam ainda apenas 6% do total de veículos em circulação.

Perante este cenário, a IEA propõe uma solução diferente: incentivos à compra de carros elétricos usados. Atualmente, os apoios do Estado, próximos dos 4.000 euros, aplicam-se sobretudo a veículos novos e esgotam rapidamente.

Segundo a recomendação, estes apoios deveriam chegar também a famílias com rendimentos mais baixos e pequenos empresários. Dessa forma, Portugal poderia acelerar o abate de viaturas antigas e reduzir mais rapidamente as emissões do setor.

A solução vai além da troca de carro

No entanto, o relatório deixa um alerta claro: mudar apenas o automóvel não resolve o problema. É necessário transformar a mobilidade de forma mais ampla.

Mais carregamento, menos barreiras

A expansão da rede de carregamento surge como prioridade. O objetivo passa por garantir acesso a postos em todo o território, reduzindo limitações para quem pondera mudar para um elétrico.

Transportes públicos mais fortes

Ao mesmo tempo, a IEA recomenda um reforço do transporte ferroviário e o desenvolvimento de cidades mais acessíveis a pé ou de bicicleta. Assim, a dependência do automóvel poderá diminuir progressivamente.

O Estado deve liderar pelo exemplo

Outra proposta passa pela eletrificação obrigatória das novas viaturas do Estado. Ou seja, os novos veículos públicos deveriam ser exclusivamente elétricos, acelerando a mudança de paradigma.

Ainda há trabalho por fazer

Portugal já construiu bases sólidas graças ao crescimento da energia solar, hídrica e eólica. No entanto, o setor dos transportes continua a avançar a um ritmo mais lento do que o necessário.

O desafio passa agora por alinhar a eletrificação dos transportes com investimentos em carregamento, incentivos mais inclusivos e alternativas de mobilidade. Só assim a mobilidade sustentável poderá deixar de ser uma opção para alguns e tornar-se uma realidade acessível para todos.

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20/05/2026

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