
Quando um carro é apanhado por uma cheia, os danos podem ser graves mas nem sempre visíveis à primeira vista. A água afeta componentes críticos e pode comprometer a viabilidade do veículo.
Por isso, é essencial perceber as avarias mais comuns, o que pode ser recuperado e como deve agir nas primeiras horas.
Quais são as principais avarias técnicas após uma inundação?
O dano mais comum e também mais crítico é o calço hidráulico. Este problema surge quando a água entra nos cilindros do motor, pois os líquidos não comprimem e quando tentamos ligar o motor, podemos empenar bielas e destruir o bloco.
Além disso, a eletrónica também sofre degradação quase que imediata. A água provoca curto-circuitos e corrói módulos eletrónicos e cablagens. Como resultado, podem surgir falhas intermitentes.
Também a sua segurança fica em risco, pois os sensores de airbag e sistemas ABS são muito sensíveis à humidade. Por essa razão, quando estes componentes ficam submersos a prática técnica recomenda a substituição obrigatória.
Por último, existe a contaminação biológica. Pois as águas das cheias trazem bactérias e fungos que se infiltram nas espumas dos bancos e revestimentos.
Mas e o que se pode recuperar?
A recuperação depende do nível que a água atingiu. Quando ultrapassa o tablier, a perda total é quase inevitável.
Contudo, quando o nível é mais baixo, alguns componentes continuam a ser recuperáveis, tais como: suspensão, chassis, rodas, vidros e painéis, que exigem uma limpeza, secagem e lubrificação.
Já o motor e transmissão podem ser salvos se não tentar ligar a ignição e se os fluidos forem drenados e substituídos de imediato.
Qual é o protocolo de emergência após uma cheia?
Em primeiro lugar, não ligue a ignição, nem sequer rode a chave para a posição de acessórios.
Em seguida, desligue a bateria. Basta remover o terminal negativo, o que travará reações químicas que aceleram a corrosão.
Por fim, documente tudo, tire fotografias e vídeos, para que possa mostrar o nível de água e a localização do veículo e provar o nexo da causalidade junto da seguradora.
Resumindo, agir rapidamente e de forma consciente pode fazer toda a diferença entre uma recuperação possível e uma perda total. Quando há água envolvida, cada decisão conta.
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